
Primeiramente, gostaria de me desculpar com todos pela minha ausência. Estava muito ocupada, me dedicando á alguns projetos do cinema nacional. Um deles foi o “Eva Nil cem anos e sem filmes”, de João Marcos de Almeida.
Segue texto sobre:
EVA NIL (1909-1990)
EVA NIL CEM ANOS SEM FILMES 
Brasil, 2009, Hi-8, cor, 12 min
cp: Filmes do Caixote; d: João Marcos de Almeida; r: João Marcos de Almeida e Sergio Silva; df: Matheus Rocha; e: Daiane Martins (Eva Nil), Eduardo Gomes (Pedro Lima), Carlos Roberto de Souza (Paulo Emílio), Raphael Messias (Pedro Comello), Paolo Gregori (Humberto Mauro).
Ensaio videográfico em homenagem ao centenário de Eva Nil, a primeira estrela do cinema brasileiro.
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Ao folhear os documentos reunidos por Eva Nil em seu arquivo pessoal, depositado na Cinemateca Brasileira, encontramos informações sobre uma das mais enigmáticas e, certamente, das mais apaixonantes personagens do cinema brasileiro. Sua história confunde-se com a própria história de nosso cinema silencioso: resta pouco preservado para conhecermos o que foi seu trabalho, mas o material que existe é suficiente para percebermos o impacto que sua imagem teve sobre seus contemporâneos.
Filha de italianos, nascida no Egito em 1909, Eva Comello veio para o Brasil em 1914, quando a família se mudou para Cataguases, Minas Gerais. O pai, Pedro Comello, logo abandonou o núcleo agrícola em que trabalhava e, em 1920, abriu na cidade um ateliê fotográfico, que passou a ser seu ganha-pão. Eva aprendeu com o pai os princípios da captação, revelação e copiagem das chapas fotográficas e, desde cedo, tornou-se responsável pelo estúdio quando o pai se ausentava.
Pedro Comello fez amizade com Humberto Mauro, na época um jovem interessado em fotografia. Adquiriram em sociedade uma câmara cinematográfica Pathé-Baby, amadora, e resolveram fazer um filme. Essa primeira experiência aconteceu em 1925, sob o título de Valadião, o cratera, primeiro trabalho de Eva como atriz. Animados com o resultado, adquiriram uma câmara profissional 35mm e, com o apoio do comerciante Homero Cortes Domingues, começaram a filmar um roteiro de Comello, Os Três irmãos, cujas filmagens nunca foram concluídas.
O grupo cresceu com a adesão de Agenor Gomes de Barros, e criou-se, então, a Phebo Sul América Film. O primeiro filme da empresa foi Na primavera da vida, com roteiro e direção de Humberto Mauro e novamente Eva Nil como estrela. Embora o filme tenha sido exibido apenas em Cataguases e em cidades vizinhas, Eva Nil passou a ser apontada em todo país como nova estrela do cinema nacional, graças à divulgação de jornalistas.
O projeto seguinte da Phebo Sul América Film seria dirigido por Comello: Os Mistérios de São Mateus. Quando o projeto já estava em filmagem, a Phebo resolveu filmar, ao mesmo tempo,Thesouro perdido, sob direção de Humberto Mauro. Quando surge a notícia de que o projeto de seu pai não seria mais realizado, Eva recusou-se a participar de Thesouro perdido, deixou a Phebo Sul América e passou a tratar Humberto Mauro com antipatia e animosidade.
Finalizado o trabalho em Thesouro perdido, Comello deixou o grupo e fundou sua Atlas Film, em 1927. Eva voltou a trabalhar como atriz no primeiro filme da nova produtora, o curta-metragemSenhorita Agora Mesmo. O filme foi exibido por três dias no Rio de Janeiro e, apesar da recepção discreta, a interpretação de Eva foi muito festejada pelos jornalistas. A partir daí, a imagem de Eva Nil se tornaria frequente nas páginas de revistas especializadas em cinema.
O estrelato de Eva Nil foi baseado na publicação de fotografias suas em jornais e revistas, principalmente em Cinearte, com o apoio de Pedro Lima e Adhemar Gonzaga, com quem trocou correspondência até o final da década de 1920. A maioria dos fãs que arregimentou, no país e até no exterior, nunca viu seus filmes. Mas se encantavam com sua figura delicada e triste, modelo feminino consolidado em Hollywood por Lillian Gish e Mary Philbin, com quem era comparada.
Em 1928, Eva foi convidada pelo grupo de Cinearte para participar de sua primeira produção, Barro humano, num pequeno papel que acabou ganhando destaque. Foi seu primeiro trabalho no Rio de Janeiro e o último de sua carreira. No final de 1929, quando estava no auge, recebendo convites para outros papéis no cinema e inúmeras cartas de fãs, Eva abandona a carreira de atriz. Desde então, dedicou-se ao estúdio fotográfico do pai, que funcionou até a década de 1970. Ela faleceu em Cataguases, em 1990.
A III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso homenageia o centenário de nascimento da atriz, que ficará para sempre na história como a primeira grande e misteriosa estrela do cinema brasileiro.

EVA NIL – Daiane Martins
Direção – João Marcos de Almeida
Figurino – Cris Matsuoka
Still – Gabriel Chiarastelli
Fotografia Matheus Rocha
Logo divulgo a data de estréia do curta. Aguardem!!!!
EU USO:
Regata branca e malha da Zara













vestido Lino Vilaventura 




